Doenças

 

AVC

O acidente vascular cerebral é uma das principais causas de óbito ou invalidez nos países industrializados e ocorre por oclusão ou rompimento de um vaso sanguíneo cerebral. No primeiro caso dizemos que o acidente foi isquêmico e no segundo hemorrágico. Os fatores de risco mais importantes são a idade avançada, a hipertensão arterial, o diabetes, o colesterol elevado ou muito baixo, o tabagismo, o alcoolismo, a obesidade, a presença de placas de gorduras nas artérias do pescoço, arritmias, doenças do coração e suas válvulas, antecedente de ataque isquêmico transitório ("ameaços de derrame"), tromboses e o uso de anticoagulantes. O tratamento sempre envolve a reabilitação, a prevenção e o tratamento dos fatores de risco e em alguns casos a cirurgia é necessária para o controle da pressão intracraniana e a ressecção dos hematomas.

Cefaleia tensional

É o tipo de dor de cabeça mais frequente. Pode ocorrer ao longo do dia ou logo pela manhã, atingir toda a cabeça ou predominar na região da nuca e fronte. Em geral a sensação é de aperto ou peso e quando intensa pode vir associada a náuseas, vômitos e tontura. Ela é causada por contratura prolongada da musculatura da cabeça e do rosto. Frequentemente está associada à problemas de mordida e oclusão dentária, disfunção da articulação da mandíbula, bruxismo, contraturas da musculatura mastigatória, ansiedade, situações de estresse psíquico ou físico, posturas inadequadas, uso de tabaco, uso de cafeína e a insônia. O diagnóstico é clínico e os exames de imagem podem ajudar a excluir outras causas no caso de falha no tratamento. O tratamento em geral envolve o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, relaxantes musculares, antidepressivos, atividade física, mudança de comportamento e reabilitação oral. * Todos os tipos de dor de cabeça acompanhado de febre ou alterações neurológicas requerem a avaliação de um especialista.

Cefaleia crônica diária

Ocorre quando a dor de cabeça torna-se crônica sendo difícil identificar o início do quadro, fatores agravantes e desencadeantes. Frequentemente há história de uso abusivo de medicações e múltiplos tratamentos. A dor pode ser semelhante a tensional e a enxaqueca. Nesse caso os exames de imagem são necessários para afastar outras doenças e o tratamento envolve a remoção dos fatores agravantes, medicações profiláticas como antidepressivos e mudança de comportamento. *Como nas demais dores de cabeça, a persistência do quadro, alteração das características e a presença de febre indicam a avaliação de um especialista.

Demência

O termo significa prejuízo global, adquirido e progressivo das funções cognitivas. Há perda de conteúdo e qualidade da consciência, isto é, uma pessoa com demência estará desperta, porém com dificuldade de raciocínio, memória, orientação, abstração, julgamento e execução de atos da vida cotidiana. As causas reversíveis e tratáveis representam 20% dos casos e as mais frequentes são o uso abusivo de álcool, drogas ou medicamentos, as intoxicações, as carências nutricionais, os déficits hormonais, os tumores cerebrais e a hidrocefalia. Nos casos restantes a doença pode ser controlada, mas não curada: Doença de Alzheimer, Demência por Múltiplos Infartos, na Doença de Pick, Esclerose Múltipla, etc. O neurologista sempre deve ser consultado e uma bateria de exames poderá auxiliar no diagnóstico correto e orientar o tratamento que pode envolver o uso de medicações, cirurgias ou apenas orientações familiares.

Enxaqueca

Na maioria das vezes, é uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça que evolui em crises. As crises frequentemente são antecedidas por alterações no humor e acontecimentos visuais (pontos brilhantes ou cegos, visão borrada, manchas coloridas) e acompanhadas de náuseas, vômitos, intolerância ao barulho e a luz, com duração de várias horas. As mulheres jovens são as mais acometidas, principalmente próximas aos períodos menstruais. As crises podem ser desencadeadas por jejum, privação de sono, estresse físico ou psicológico, perfumes e odores, queijos, vinhos, produtos fermentados, conservantes, adoçantes, shoyo, glutamato monossódico, chocolate, etc. A sua causa ainda não é bem estabelecida, mas esta associada a alterações vasculares e podem piorar com o uso de hormônios anticoncepcionais. O tratamento envolve a prevenção das crises com remédios ou afastando os fatores desencadeantes e o controle dos episódios agudos. *A dor constante, as alterações de suas características e a presença de febre sempre indicam a necessidade da avaliação de um especialista.

Epilepsia

É uma doença caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas repetidas. As crises epilépticas se caracterizam por alterações repentinas do comportamento, seguidas ou não de fenômenos motores. As crises são desencadeadas pela atividade elétrica anormal de um grupo de neurônios e os sintomas irão ocorrer de acordo com a função dessa área e capacidade de disseminação desses estímulos. Na crise a pessoa pode ter sensações diferentes (olfativas, formigamentos, desconforto gástrico, prazer, etc), alterar o contato com o meio, realizar movimentos estereotipados (ficar mastigando, babando ou piscando), perder a consciência (desmaiar), ficar flácida ou ter convulsões. Todos os casos requerem investigação com exames de imagem e laboratoriais, pois pode ser um sintoma de outra doença. O manejo envolve o diagnóstico adequado, o uso regular de medicações para prevenir as crises e em alguns casos a cirurgia. Pessoas com epilepsia não devem dirigir veículos ou realizar atividades de risco, especialmente as aquáticas, pois as crises são involuntárias e não podem ser previstas ou controladas pela pessoa.

Morte encefálica

Nessa situação, apesar de o coração e outros órgãos estarem funcionando adequadamente, a pessoa perdeu todas as suas funções cerebrais de forma irreversível. Não há mais circulação efetiva de sangue dentro do crânio, todos os reflexos estão abolidos, a pessoa é incapaz de respirar e em hipótese alguma irá despertar em algum momento. O diagnóstico pode ser feito clinicamente, entretanto causas que simulem essa situação devem ser excluídas (intoxicações, hipotermia, hipoglicemia, distúrbio metabólicos e hormonais) e exames funcionais que comprovem esse estado devem ser realizados. Além disso, um período mínimo de observação e a repetição dos exames são recomendados para o diagnóstico de certeza em todos os casos.

Pseudotumor cerebral

É um tipo de dor de cabeça associada ao aumento da pressão intracraniana e edema no nervo óptico. O nome provém da semelhança com os sintomas que ocorrem na presença de um tumor cerebral. A dor é mais intensa pela manhã, piora com esforço, tosse ou evacuação, pode ser acompanhada de náuseas, visão dupla ou embaçada. Usualmente é autolimitada, mas pode causar cegueira por atrofia do nervo óptico. Ocorre frequentemente em mulheres obesas e jovens, após o uso de sulfa, vitamina A ou hormônio tiroidiano. A causa é desconhecida e requer avaliação especializada para exclusão de outras doenças e tratamento adequado precocemente. Os exames de imagem do crânio tipicamente não demonstram lesões expansivas ou tumorais. Em geral o tratamento é clínico, mas poder requerer intervenção cirúrgica para controle da pressão intracraniana e a prevenção de sequelas.

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