Oncologia

 

Astrocitomas

São neoplasias do cérebro formado predominantemente por astrócitos (um tipo de célula do tecido nervoso). Podem ter crescimento lento e indolente, voltar a crescer após o seu tratamento sou sofrer transformação maligna. Eles surgem a partir de alterações genéticas e mutações ao acaso que alteram o controle da divisão das células. Eles não são hereditários, mas podem estar associados a algumas síndromes genéticas e exposição à radiação ionizante. Os sintomas dependem do local onde eles ocorrem e as queixas mais frequentes são a dor de cabeça, as crises convulsivas e a alteração de comportamento. O tratamento requer a sua remoção cirúrgica completa que irá prevenir o seu recrescimento e a transformação maligna. Alguns casos também requerem a radioterapia e quimioterapia.

Adenoma de hipófise

É um tumor localizado na principal glândula do corpo humano secretora de hormônios. Em geral são benignos e assintomáticos, mas podem interferir com a secreção e o balanço hormonal no corpo, provocando sintomas e doenças diversas. Alguns secretam prolactina (hormônio que estimula a lactação) e as pessoas podem apresentar secreção semelhante a leite pelas mamas. Quando muito grande, podem sangrar ou comprimir o nervo óptico provocando dor de cabeça e perda de visão. O diagnóstico é suspeito pelas queixas clínicas e confirmado pela ressonância magnética. O tratamento requer acompanhamento especializado com endocrinologista para controle das alterações hormonais e prevenir o crescimento do tumor. Algumas vezes, a ressecção cirúrgica do tumor é necessária.

Carcinomatose meníngea

Ocorre quando as células cancerígenas disseminam pelo liquor (líquido que envolve o sistema nervoso central). É uma doença muito grave que ocorre quando o câncer já está avançado, com pouca esperança de tratamento e cura. Na maioria das vezes causa dor de cabeça, alteração de comportamento, confusão mental, apatia, fraqueza, visão dupla, dificuldade enxergar e engolir, diminuição da audição e paralisia facial. O tratamento envolve a radioterapia, o uso de anti-inflamatórios esteroides e a quimioterapia.

Ependimoma

É um tumor de malignidade intermediaria originado das células que revestem as cavidades do sistema nervoso central em contato com o liquor (liquido que envolve o cérebro e a medula). O seu crescimento é lento, mas pode obstruir a circulação liquórica causando hidrocefalia ou disseminar-se por todo o sistema nervoso central. Ocorre mais frequentemente em crianças menores de 5 anos, no cerebelo ou na medula. O tratamento envolve a ressecção cirúrgica e a radioterapia.

Glioma

Gliomas são tumores do cérebro e da medula formados por células chamadas gliais existentes no tecido nervoso que perderam o controle da divisão celular. Os subtipos mais frequentes são os astrocitomas, o glioblastoma multiforme, o oligodendoglioma e o ependimoma. Eles podem são classificados em alto grau ou baixo grau, de acordo com a velocidade de crescimento, agressividade, tendência a disseminar e recidivar. Os tumores de alto grau são extremamente malignos, incuráveis e com tempo de sobrevida curto. Os tumores do sistema nervoso requerem análise laboratorial extremamente especializada para o estabelecimento do diagnóstico e tratamento adequados. O material pode ser obtido por biópsia ou preferencialmente pela ressecção cirúrgica do tumor. Os diagnósticos incorretos não são infrequentes e a análise deve incluir a pesquisa de alterações genéticas e moleculares.

Gliomas de baixo grau

São os gliomas que tendem a crescer mais lentamente e ficar localizados no local de origem. Apesar desse comportamento mais benigno, com o passar do tempo eles podem sofrer transformação maligna e se alastrar rapidamente. O sintoma mais frequente é a ocorrência de crises epilépticas. A dor de cabeça e os déficits neurológicos são raros no momento do diagnóstico. O tratamento de escolha é a remoção cirúrgica do máximo volume de tumor possível sem causar sequelas. Essa remoção permite o diagnóstico correto, a avaliação das alterações genéticas e o estabelecimento do prognóstico. Além disso, a cirurgia evita a transformação maligna e a analise do material orienta a necessidade de outros tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia.

Glioblastoma multiforme

É um tipo de glioma de alto grau muito agressivo que tende a crescer rapidamente, alastrar-se pelo cérebro e voltar a crescer rapidamente após a sua remoção. Surgem após a perda do controle da divisão celular das células do tecido nervoso ou da transformação maligna de um glioma de baixo grau. Nos dois casos a causa é o acúmulo de mutações genéticas e alterações moleculares específicas. Os sintomas mais frequentes são a dor de cabeça, as crises convulsivas e a alteração do comportamento. Sempre que possível o tratamento recomendado é a remoção cirúrgica do tumor associada à radioterapia e a quimioterapia.

Hemangioblastoma

É um tumor localizado, na maioria das vezes, no cerebelo e com tendência a provocar hemorragias. O seu diagnóstico implica na investigação de outras doenças associadas (20% dos casos) como o feocromocitoma, carcinoma de células renal, cistos renais, hepáticos e pancreáticos e os hemangiomas na retina. O tratamento requer a ressecção cirúrgica completa que pode ser curativa.

Meningioma

É um tumor geralmente benigno do sistema nervoso que se origina nas membranas que envolvem o cérebro ou a medula espinhal. Comumente o seu crescimento é lento e localizado, podendo ser curado com a remoção cirúrgica. Os sintomas são causados pela compressão ou irritação do tecido cerebral e pelo aumento da pressão intracraniana. As queixas mais frequentes são a dor de cabeça e as crises epilépticas. Alguns casos podem simular um quadro demencial ou serem assintomáticos. O tratamento geralmente é cirúrgico.

Metástase cerebral

São tumores múltiplos ou únicos espalhados no cérebro a partir de outros órgãos. Ocorrem pela disseminação através da corrente sanguínea especialmente a partir do pulmão, da mama, do trato gastro-intestinal, do rim ou da pele (melanoma). O tratamento e o prognóstico dependem do número de tumores, da localização, do tipo e estágio do câncer que se espalhou, das condições clínicas e funcional da pessoa. O tratamento pode envolver a remoção cirúrgica do tumor, a radioterapia e a quimioterapia. Os objetivos do tratamento são: preservar o estado neurológico e a qualidade de vida, prevenir o aparecimento de novas metástases e evitar a morte por causas neurológicas.

Oligodendroglioma

É um tipo de glioma formado predominantemente por uma célula do tecido nervoso chamada de oligodendrócito. Tendem a causar mais crises epilépticas que os demais gliomas e essa linhagem implica em melhor prognóstico. Em geral são menos agressivos que os astrocitomas e respondem melhor ao tratamento que é individualizado e pode envolver a remoção cirúrgica, a quimioterapia e radioterapia em momentos distintos, isoladamente ou associados.

Schwannoma ou neurinoma

É um tumor benigno dos nervos cranianos ou periféricos, originado a partir das células de Schwann. Essas células ocorrem normalmente no sistema nervoso para dar suporte e produzir um tipo de gordura que encapa os nervos, chamada de mielina. O tumor normalmente não invade o nervo, possui crescimento excêntrico e lento, porém pode lesioná-lo comprometendo a sua função. Os mais conhecidos são os neurinomas do nervo acústico e aqueles que ocorrem nos nervos espinhais na coluna vertebral. O neurinoma de acústico que causar surdez e lesão do nervo facial. O tratamento de escolha, quando sintomático, é a remoção cirúrgica do tumor, entretanto alguns centros de tratamento têm sucesso com a radioterapia.

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