Vascular

 

Aneurisma cerebral

É uma dilatação na parede das artérias que pode se romper e causar hemorragias graves no cérebro. Quanto maior for o aneurisma e mais alta a pressão arterial, maior será a chance do aneurisma se romper. Os aneurismas são congênitos ou estão associados à hipertensão arterial, aterosclerose, tabagismo e outras doenças. Em geral um aneurisma é assintomático até se romper provocando fortes dores de cabeça, desmaio e vômitos que não melhoram com o tempo ou uso de remédios. Se o sangramento for muito grave a pessoa pode ficar inconsciente, confusa ou perder movimentos. Um aneurisma que não sangrou não causa dor, entretanto poderá comprimir nervos e provocar pequenos "derrames". Após o diagnóstico geralmente um aneurisma requer tratamento rápido, especialmente após um sangramento. Manter hábitos saudáveis e o controle adequado do diabetes e da hipertensão arterial diminui o risco do desenvolvimento de aneurismas. O tratamento envolve a prevenção das doenças vasculares, da ruptura dos aneurismas diagnosticados e a sua exclusão da circulação. As técnicas mais utilizadas são a sua oclusão por cirurgia convencional ou utilizando técnicas endovasculares.

Arterite temporal

É uma doença auto-imune na qual ocorre uma inflamação na parede de uma artéria próxima a orelha. O local costuma ficar vermelho, inchado, dolorido e quente. Pode haver dor de cabeça e no olho, perda visual e dificuldade para mastigar. O diagnóstico é feito pela biópsia da artéria e o tratamento envolve uso de anti-inflamatórios potentes.

Cavernoma

São malformações vasculares que não são visualizadas nas angiografias. Frequentemente estão associados à crises epilépticas e são múltiplos (50%). O diagnóstico é feito pela tomografia e a ressonância magnética e o risco de sangramentos é baixo (<0,07% ao ano). A radioterapia e as técnicas endovasculares não têm papel no seu tratamento que deve ser sempre cirúrgico quando eles estão causando sintomas.

Estenose de carótidas

As carótidas são as principais artérias que levam sangue ao cérebro. Nessa doença ocorre um estreitamento do seu calibre no pescoço dificultando a passagem do sangue. Isso ocorre devido à formação de placas de gordura na sua parede em pessoas com colesterol elevado, fumantes, diabéticas e hipertensas. Os sintomas mais frequentes são tonturas, episódios de perda de consciência, confusão mental, perada de visão e dificuldades motoras transitórias. Em casos mais graves, quando a obstrução é total ou a placa de gordura libera trombos pode ocorrer um AVC (derrame). O diagnóstico é feito por angiografia ou ultrassom. O tratamento requer o uso de antiagregantes plaquetários, controle do diabetes, pressão, níveis de gordura no sangue e abstinência do tabaco. O tratamento cirúrgico é recomendado quando a placa causa sintomas ou a obstrução do fluxo sanguíneo é maior que 70%. O objetivo da cirurgia é a manutenção do fluxo sanguíneo através da ressecção da placa ou da colocação de pequenos tubos (stents) dentro das artérias para manter o fluxo sanguíneo.

Malformação artério-venosa

É uma formação vascular anômala dentro do cérebro, caracterizada por um tufo de vasos sanguíneos emaranhados. Elas podem provocar alterações no fluxo sanguíneo ou romper formando hematomas. Algumas malformações possuem aneurismas no seu interior o que aumenta a chance de sangramento. Uma malformação também pode se manifestar por crises epilépticas ou alterações neurológicas transitórias. O tratamento depende do local acometido, dos vasos envolvidos e do seu tamanho, podendo abranger a remoção cirúrgica, a radioterapia, a oclusão por técnicas endovasculares ou uma combinação desses métodos.

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